Governo Federal atende solicitações de Flávio Moreno e anuncia R$ 200 bilhões para socorrer trabalhadores e empresas

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (1º) cerca de R$ 200 bilhões em medidas para socorrer trabalhadores e empresas e ajudar estados e municípios no enfrentamento aos efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

No dia 26 de março corrente, Flávio Moreno enviou solicitação ao Presidente Bolsonaro, onde constava pedido para que “encaminhasse ao Congresso e aprovasse a ajuda humanitária de 3 salários mínimos às famílias brasileiras e um plano de salvamento para pequenas, médias e grandes empresas, diante a crise do coronavírus, a exemplo do que foi aprovado nos EUA pelo presidente Trump no Congresso americano.

O Policial disse: “Nos EUA serão injetados U$ 1 trilhão na economia. Aqui é possível R$ 1 trilhão das reservas internacionais, emissão de títulos , realocação orçamentária, cortes do fundo eleitoral, de mordomias de parlamentares, de membros do Executivo e Judiciário. Os serviços públicos da saúde e segurança continuam funcionando, o corte de salário de servidores é temerário, pois são recursos que entram na economia também. Todos já estão dando sua cota de sacrifício, desde a reforma da previdência. Empresas estão fechadas, o desemprego avançando e a renda das famílias brasileiras se deteriorando. A flexibilização do fechamento total é necessário do Funcionamento das Indústrias e empresas em determinados setores que podem funcionar com restrições, distanciamentos entre pessoas, cuidados necessários, principalmente para não atingir os idosos. A China comunista terá seu PIB elevado em 3% esse ano, ou seja, está funcionando, com os cuidados necessários. É preciso uma distribuição em massa para população de máscaras, álcool em gel, luvas e testes de coronavírus. Precisamos de esforços de guerra para enfrentar essa crise.”

Em pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto, Bolsonaro explicou que, de hoje para amanhã, serão editadas três medidas provisórias (MP) e sancionado o projeto que prevê o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa.

Ao lado do presidente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou que esse auxílio custará R$ 98 bilhões aos cofres públicos e deve beneficiar 54 milhões de brasileiros. “De forma que eles tenham recursos nos próximos três meses para enfrentar a primeira onda de impacto, que é a onda da saúde. Há uma outra onda vindo de desarticulação econômica que nos ameaça”, disse.

O governo federal também vai transferir R$ 16 bilhões para os fundos de participação dos estados e dos municípios. “É para reforçar essa luta no front, onde o vírus está atacando, os sistemas de saúde e segurança”, explicou Guedes.

Manutenção de empregos

De acordo com o ministro, as outras medidas são para ajudar as empresas na manutenção dos empregos. São R$ 51 bilhões para complementação salarial, em caso de redução de salário e de jornada de trabalho de funcionários, e R$ 40 bilhões (R$ 34 bilhões do Tesouro e R$ 6 bilhões dos bancos privados) de crédito para financiamento da folha de pagamento.

“Então a empresa que resolver manter os empregos, nós não só complementamos o salário como damos crédito para o pagamento. A empresa está sem capital de giro e reduziu, por exemplo, em 30% a jornada e o salário, nós pagamos 30% do salário. E ela está sem dinheiro para pagar os outros 70% que se comprometeu a manter, nós damos o crédito”, explicou.

Segundo o ministro Guedes, as medidas custarão ao Tesouro o correspondente a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Conversa com Trump

O presidente Bolsonaro também disse que conversou hoje, por telefone, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Tump sobre “esse problema que é mundial”. “Obviamente, estamos juntos na busca do melhor para os nossos países”, disse no pronunciamento à imprensa.

Mais cedo, em publicação no Twitter, Bolsonaro informou que trocou informações sobre o impacto da covid-19 e sobre as experiências no uso da hidroxicloroquina. “Na oportunidade, reafirmamos a solidariedade mútua entre os dois países”, escreveu.

A cloroquina, e sua variação hidroxicloroquina, está sendo testada para o tratamento de pacientes internados com covid-19. Esses medicamentos são utilizadas normalmente contra a malária, nos casos de lúpus e artrite reumatoide.

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